O Livro dos Espetáculos inaugura a Série Transcriptura, voltada à publicação de estudos e traduções de textos greco-latinos.

 

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O LIVRO DOS ESPETÁCULOS

R$60,00Preço
  • CARACTERÍSTICAS

    Tradutores: João Angelo Oliva Neto e Fábio Paifer Cairolli

    Formato: 14 x 21 cm

    Edição: 1

    Ano: 2018

    Páginas: 268

    Acabamento: Brochura

    ISBN: 978-85-906993-2-3

     

  • RESENHA

    Respeitável público! O que se lerá é O Livro dos Espetáculos, de Marco Valério Marcial, livrinho de 33 epigramas que descrevem jogos e encenações, publicado em 80 d.C. para homenagear o imperador Tito, quando inaugurava o Anfiteatro Flávio, mais conhecido como Coliseu – onde ocorriam tais encenações e jogos. Contém texto latino, acompanhado de anotação original e traduzida do humanista Domício Calderini, do século XV, que foi o primeiro comentador do poeta e grande responsável por divulgá-lo na modernidade. Os textos de Marcial e Calderini foram fixados e anotados por Fábio Paifer Cairolli, mas os poemas de Marcial foram traduzidos conjuntamente por Fábio Paifer Cairolli e João Angelo Oliva Neto: é a atração principal do livro. Como se percebe, três são os grandes temas desta obra: os espetáculos romanos no Coliseu, a relação de Marcial com os imperadores e o gênero do epigrama.

      Porque Marcial e epigrama passaram enfim a ser matéria emergente nas pesquisas de graduação e pós-graduação da Universidade brasileira nas últimas duas décadas, pareceu oportuno, na oportunidade de uma publicação como esta, incluir três ensaios: o primeiro, de João Angelo Oliva Neto, intitulado O Maior Espetáculo da Terra: os Jogos e o Coliseu no Centro do Mundo, trata da relação, estranha para nós, entre representações teatrais, jogos e combates gladiatórios; a consequência neles produzida pela invenção muito romana de um espaço específico, que é o Anfiteatro; e a importância dos espetáculos para o regime imperial dos Flávios (Vespasiano, 69-79 d.C.; Tito, 79-81 d.C.; Domiciano, 81-96 d.C.). No segundo, A Construção do Poder Imperial de Domiciano nos Epigramas de Marcial, Fábio Paifer Cairolli discute a representação poética do poder e o modo como até mesmo na espécie dos epigramas vituperiosos, mais frequentes em Marcial, o poeta logra louvar o caráter e as ações de Domiciano. Para tanto o ensaísta compara preceitos da retórica antiga sobre discursos de encômio a um príncipe com passagens de Marcial relativas a Domiciano. No terceiro, Antes de Marcial: Brevíssima Linhagem do Epigrama Latino, João Angelo Oliva Neto trata dos principais autores gregos e latinos eleitos pelo poeta como modelo do gênero epigramático, exemplificando com a detença cabível os procedimentos de imitação e emulação, axiais na poética antiga.

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Onde a oralidade e a escrita se encontram.