VIOLÊNCIA EM CORES

R$100,00Preço
  • CARACTERÍSTICAS

    Organizadora: Maria Elise G.B.M. Rivas - Íyálôrisa Bê Ty Ogodô

    Número de páginas: 216

    Formato: 14 x 21 cm

    Ano: 2019

    Acabamento: Capa Dura

    ISBN: 978-85-65742-27-6

     

    *Livro colorido. Com fotos e ilustrações

  • EM PRÉ-VENDA

    Livro em pré-venda: os pedidos serão postados a partir de 3 de dezembro. 

  • RESENHA

    Este livro é oriundo da exposição Violência em Cores, ação cultural proposta para a Semana da Consciência Negra 2019 e que foi idealizada e desenvolvida pela Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino com curadoria da Íyálôrisa Bê Ty Ogodô (Mãe Maria Elise Rivas), sediada no Fórum da Comarca de Itanhaém, com apoio da Dra. Juíza de Direito Helen Cristina de Melo Alexandre, de 11 a 29 de novembro de 2019.

                    Ressalte-se, todavia, que o Dia Nacional da Consciência Negra, que enseja a Semana da Consciência Negra, não é feriado, ou sequer ainda conhecido, em muitas cidades do país, ainda que tenha sido instituído por ato presidencial desde 2011. Quanto tempo levará para esta nação reconhecer as agruras consequentes do racismo, como as atrocidades da escravidão, a fim de combatê-las, extingui-las e, só então, encontrar-se em posição de se considerar igualitária?[1]

                    A exposição e este livro que dela resulta – e ao mesmo tempo continua – fazem um clamor à sociedade brasileira sobre as diversas violências sofridas pelo povo negro. Sejam as questões simbólicas consideradas “inocentes” por muitas pessoas, mas que causam dores profundas na população afro-brasileira, até a violência física que gera mortes em níveis comparáveis apenas às guerras globais. Nesse espectro surgem questões feministas, educacionais, sociais, notadamente de emprego e renda.

                    Considerando os números expressivos da violência, a exposição aliou arte e poesia crítica para dar o tom ainda mais grave dessa chaga social. Urge refletirmos sobre nosso papel no mundo na questão de erradicar o racismo e outros preconceitos variados. Desta forma, provoca-se o visitante da exposição com perguntas-chave simples, mostrando como historicamente construímos cores de pele para fugir da questão negra. Infelizmente, a violência tem vários matizes, várias cores. Como você se posiciona diante disso?

                    Sobre o local-sede da exposição, não poderia ter sido mais adequado: um fórum de justiça. No centro da cidade de Itanhaém, no litoral paulista, uma das cidades mais antigas do país, logo uma das mais devedoras da escravidão. Assim, alia-se o apelo histórico da cidade à função social da justiça em prol de todos e, especialmente, dos desvalidos, os mais prejudicados pela desigualdade racial e social.

                    Nesse sentido, nasceu a parceria entre OICD e o Fórum de Itanhaém. Uma comunidade religiosa afro-brasileira e o Estado Brasileiro unidos na Semana da Consciência Negra.

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Onde a oralidade e a escrita se encontram.